Brisanet investe em nova geração de transponders de 800 Gb/s e se prepara para a chegada do 5G no Brasil





A Brisanet, operadora brasileira de serviços de telecomunicações, está investindo no aumento da capacidade de transmissão de suas redes DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) na região Nordeste do Brasil. E, para isso, apostou na nova geração de transponders de 800 Gb/s da Padtec, que serão utilizados para iluminar as rotas entre a capital Fortaleza (CE) e cidades-chaves da região.


Segundo Roberto Nogueira, CEO da Brisanet, o investimento vai ao encontro da estratégia da operadora de preparar sua infraestrutura óptica para a chegada das redes móveis de quinta geração (5G) no Brasil, prevista para 2022. “Dessa forma, será possível aproveitar essa infraestrutura na oferta do serviço de internet fixa, enquanto o ecossistema 5G ganha maturidade”, explica o executivo. “Além disso, uma boa infraestrutura de rede é essencial não só para continuar oferecendo uma melhor qualidade de serviços à população como também para ajudar a impulsionar o desenvolvimento econômico e tecnológico da região, principalmente no interior dos estados”, completa. Nogueira destaca ainda que, com o crescimento orgânico de cerca de 20 mil clientes/mês, a Brisanet - hoje a quarta maior operadora de acesso à internet do país, segundo dados da Anatel - alcançou a marca de 772 mil assinantes no mês de agosto deste ano.


Para iluminar os novos trechos, a Padtec forneceu os modernos transponders de 800 Gb/s, amplificadores ópticos e sistemas de proteção de rota. No total, são mais de 13 mil quilômetros de redes ópticas iluminadas. O uso dessa nova geração de transponders permitiu alcançar taxas de transmissão de 400, 300 e 200 Gb/s (por canal óptico) em distâncias de 300, 450 e mil quilômetros, respectivamente.


Alinhada às tendências internacionais da tecnologia nessa área, a linha de transponders de 800 Gb/s (até 400 Gb/s por canal óptico) da plataforma LightPad i6400G da Padtec combina alta taxa de transmissão de dados com menor custo por bit transmitido. “Um dos diferenciais técnicos dessa geração de transponders está na funcionalidade chamada Fine Tuning, responsável por fazer ajustes finos no modo de operação do produto com o objetivo de maximizar a eficiência do uso dos recursos existentes na rede de transmissão, otimizando o investimento já realizado em amplificadores e cabos ópticos, por exemplo”, destaca Roberto Nakamura, diretor de Tecnologia da Padtec. “Essa funcionalidade seleciona as melhores opções de modulação óptica e banda ocupada pelos dados, adequando a capacidade de transmissão do equipamento à da rede, ou seja, à sua largura de banda e relação sinal e ruído”, explica o executivo.

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