Do brega ao cordel, GloboNews destaca manifestações culturais do Nordeste



A cantora Michelle Melo, entrevistada  do documentário ‘Capital do Brega’



Superando preconceitos e ultrapassando barreiras sociais, o brega foi consagrado em 2017 como expressão cultural de Pernambuco. Um estilo musical que atrai multidões de diferentes gerações  para festas e shows, e contabiliza milhares de fãs nas redes sociais. Do brega romântico de Reginaldo Rossi ao brega funk dos MCs, passando pelo brega universitário, o gênero não passa despercebido. Neste sábado, dia 10, às 16h30, a GloboNews exibe o documentário  ‘Capital do Brega’ falando exatamente da força do ritmo em Recife.

O filme traz depoimentos de expoentes da nova geração do brega como MC Troinha e MC Elvis, Michelle Melo e MC Loma e as Gêmeas Lacração, que ficaram conhecidas pela música ‘Envolvimento’, cujo clipe teve mais de 9 milhões de visualização. ‘Capital do Brega’ inclui entrevistas com empresários, produtores musicais e pessoas que fizeram negócio a partir do brega, como o estilista Cassiano Silva, que assina o figurino de várias artistas; e um jovem que criou uma empresa de camisetas que estampam frases e bordões. “O brega faz parte da rotina dos pernambucanos, especialmente dos que vivem na região metropolitana do Recife e poucos brasileiros fora do estado conhecem essa realidade. É muito mais que um estilo de música, é um estilo de vida, move a  economia local, tem criatividade, leveza e diversão”, diz a repórter da GloboNews, Wanessa Andrade, que assina a criação e produção do documentário com a editora do canal, Renata Baldi.

Outra manifestação cultural do Nordeste é destaque do programa de estreia da nova temporada do ‘GloboNews Literatura’, que vai ao ar também neste sábado, dia 10, às 18h30: a Literatura de Cordel, declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil no início de outubro. Wanessa Andrade visitou a editora Coqueiro, do Recife, uma das maiores do cordel, que já utiliza impressão digital. Em Bezerros, no interior de Pernambuco, fica o ateliê do lendário J. Borges, xilogravurista e cordelista. "Eu não sabia fazer gravura, mas tomei emprestado uma gravura de um amigo, que era sobre o mesmo assunto. Aí botei no meu cordel e deu certo. No segundo, cortei um pedaço de madeira, botei no esquadro, lixei e depois desenhei. E aí me dei muito bem", conta o artista.

Claufe Rodrigues conversou com o cordelista Gonçalo Ferreira da Silva, de 80 anos, criador da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, no Rio de Janeiro. A ABLC, fundada há 30 anos, guarda 13 mil folhetos de cordel - 300 são de autoria de Gonçalo. Rosilene Melo, professora da Universidade Federal de Campina Grande, foi a responsável por escrever o dossiê que tornou a Literatura de Cordel Patrimônio Cultural Brasileiro. Segundo ela, "é preciso colocar os folhetos de cordel nas prateleiras da grande Literatura Brasileira. Não se pode pormenorizar os cordelistas. São escritores e poetas reconhecidos pelos críticos literários".

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