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Repórter Record Investigação volta a Brumadinho dois anos após a tragédia


No programa que vai ao ar nesta quinta (4), a equipe da Record TV mostra que as consequências da tragédia são imensuráveis para quem sobreviveu


Dois anos após a tragédia em Brumadinho (MG), a equipe do Repórter Record Investigação volta ao local do crime que o Brasil e o mundo jamais vão esquecer. No dia 25 de janeiro de 2019, a lama tóxica da Vale engoliu vilarejos e matou 270 pessoas, depois que a barragem do Córrego do Feijão se rompeu. Onze corpos ainda não foram encontrados.

Os jornalistas Rogério Guimarães, Mariane Salerno e Leonardo Medeiros mostram que as consequências da tragédia são imensuráveis para quem sobreviveu.

Claudinete perdeu o marido que estava trabalhando perto do restaurante da Vale. Quando a barragem estourou, o local das refeições acabou sendo um dos primeiros engolidos pelos rejeitos. Wagner não teve nenhuma chance.

"Eu não saio de casa, eu fico deitada, choro todos os dias, não sei mais o que fazer da minha vida", lamenta Claudinete.

A morte de Wagner também afetou os pais dela. Seu Luís andava fraco e abatido após o falecimento do genro. E ao descobrir que a empresa não os considerava vítimas, e se recusava a indenizá-los, o estado de saúde do pai de Claudinete piorou.

Foi quando ele tomou a decisão mais radical de todas. "Nós encontramos ele na mata, ele já estava sem força, não comia, estava morto", conta a viúva, dona Elizabete.

Um levantamento da prefeitura de Brumadinho mostra que os atendimentos de saúde passaram de 104 mil em 2018 para quase 290 mil em 2019. Um aumento de 177%.

Recentemente mais um acidente fatal aconteceu em área da Vale. Julio César operava uma retroescavadeira numa região inclinada. Com tempo instável, a encosta cedeu e soterrou o funcionário.

"Várias pessoas disseram aos gestores que naquele dia não havia condição de operar equipamento. Aí pediram ao meu irmão para subir no local. Aí aconteceu", relata Daniel.

À época do rompimento da barragem, o clima no Córrego do Feijão era de desespero. Casas embaixo dos rejeitos e pessoas aflitas.

Agora só resta o silêncio das moradias abandonadas. O futuro ninguém sabe ao certo.

"Aqui acabou o futuro. É triste demais ter que ir embora desse lugar. Não tem como ficar, não. É revoltante o que a Vale fez com a gente", conta Wilson, um dos poucos moradores que permanecem na região.

Mauro é outro impactado. Teve seu negócio destruído pela lama. Para garantir sua sobrevivência, hoje ele é obrigado a se desfazer do que conquistou durante anos de trabalho. "Meu pesqueiro não existe mais, os peixes estão mortos. Vendi tudo que tinha para sobreviver", conta.

E mais: como uma obra gigantesca da Vale está mudando a rotina dos moradores de um vilarejo. E o que essa obra tem a ver com o crime de Brumadinho.

Você não pode perder o Repórter Record Investigação desta quinta-feira (4), às 22h45, na tela da Record TV.

R7




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