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Grêmio e Internacional reprovam decisão de Bolsonaro sobre MP 984 de direitos de transmissão




Grêmio e o Internacional se uniram foram do campo para críticas duras contra a medida provisória apelidada de MP do Flamengo, que alterou a Lei Pelé sobre os direitos de transmissão no futebol. Para o Gre-Nal, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se equivocou e foi imaturo.
Marcelo Medeiros, presidente do Internacional, e Romido Bolzan Jr., dirigente máximo do Grêmio, se manifestaram sobre a medida e os efeitos políticos dentro do futebol brasileiro.
“Da maneira que foi encaminhada, me parece que a demanda atendeu a interesse específico. É um ato muito pequeno e de enorme problema, enorme consequência. Consequência que pode ser boa ou ruim. O cerne de tudo está a forma como foi encaminhado: completamente sem debate prévio. É de imaturidade política, que… Bom, nem vou adjetivar”, disse Bolzan Jr em entrevista à Rádio Guaiba.
“Mas nos joga no centro de um problema que é discussão da Globo com o governo federal. É tudo que não precisávamos agora. O que vai acontecer, no mérito, não posso dizer. Mas a forma como isso tudo foi encaminhado, de maneira solitária por um clube, sem a mínima preocupação de debate…”, reclamou o presidente.
“Tem clubes que acham boa a medida. Alguns se manifestaram publicamente achando interessante a MP. Como não discutimos nada, estamos divididos mais uma vez. E nos dividiram para atender uma situação especifica, vamos combinar que é bem especifica”, alfinetou. “Se fosse democratizar, ouviria a todos”, apontou Bolzan, que ressaltou uma conversa com Medeiros e deixou claro que os dois times estão alinhados sobre a questão.
“Os clubes deveriam se posicionar para não serem engolidos por um debate que não provocaram. Estamos com 70% dos contratos de TV suspensos e não sabemos o que vem pela frente. A que serve essa MP?”, questionou. “O que está por trás disso?”, indagou.
“Tenho muitas preocupações e temos que reagir. Reagir devolvendo a MP ao governo e abrindo debate. Temos mais três anos e meio de contrato pela frente. Então, de repente se acha um bom termo negocial para todos. Mas em meio à crise se gera esse problema. Não entro no mérito, mas no âmbito político”, encerrou.

Com informações,RD1

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