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Pirataria no Brasil gera prejuízo de R$ 4 bilhões à indústria audiovisual


Pirataria no Brasil gera prejuízo anual de R$ 4 bilhões à indústria audiovisual, aponta estudo do Instituto IPSOS a pedido da Motion Picture Association (MPA).  No relatório "Pirataria de filmes na TV e online no Brasil" – disponível apenas em inglês – o instituto IPSOS Mori pesquisou mais de 2,4 mil usuários de internet com idade a partir de 11 anos, no último trimestre de 2018. Embora seja de 2018, o estudo é ainda inédito no Brasil.
A pesquisa, que teve a adesão voluntária dos internautas, conclui que, em um período de três meses, cerca de 470 milhões de filmes e 538 milhões de episódios de séries e programas de TV deixaram de ser comprados de maneira legítima, atingindo diretamente a cadeia produtiva do setor econômico audiovisual (cinema, TV aberta, TV fechada e OTT). Esta é a terceira pesquisa do tipo feita no Brasil.
O estudo estima que, em três meses, 2 bilhões de acessos foram feitos em plataformas de conteúdo pirata. Os números demonstram ainda que o volume de consumo de conteúdo audiovisual pirata vem se aproximando dos níveis consumidos em programação e títulos distribuídos em canais legítimos. A pesquisa também revelou que 28% dos acessos indevidos se deram através de plataformas onde o conteúdo é gerado pelos usuários, artifício muito utilizado para a transmissão pirata de programação ao vivo, como notícias e jogos de futebol.
Facilidade
Mais de três quartos dos entrevistados (78%) informaram ser muito fácil encontrar conteúdo pirata na internet, ao passo que apenas 4% delas disseram encontrar muita dificuldade para o conteúdo ilegal na rede.
O estudo estima que as receitas da indústria poderiam ser 17% maiores se não houvesse pirataria. O número de perdas econômicas pode ser ainda maior, já que considera um preço médio de bilheteria de R$ 15, e não contabiliza a perda com a pirataria de séries – o que aumentaria exponencialmente os prejuízos (atualmente é infactível calcular a quantidade de episódios que poderiam ser comprados, caso o consumidor brasileiro utilizasse as plataformas legítimas de conteúdo para assistir a filmes e séries).
Com informações.TELA VIVA

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